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Data: 14/03/2021

GOVERNO DE MILITARES?

 

         Entendo que militares não devem governar. Nada tenho contra, desde que exerçam funções de militares. Foram feitos para a guerra, e não para a democracia. Sempre estão dispostos a empregar a força. Salvo exceções, não acreditam no convencimento pelo argumento.

            Daí, estar preocupado com a quantidade de militar, cada dia, em maior quantidade, nos cargos da governança no País, a partir do Presidente da República, que não serviu para a carreira, sendo afastado quando capitão.

            Agora, para satisfazer sua índole, enche o governo de altas patentes, sem qualquer formação para os cargos.

            Há, é óbvio, militares qualificados em várias especialidades do conhecimento. Contudo, não devem exercer cargos civis na democracia, salvo alguma singular exceção.

            O atual Presidente da República Jair Bolsonaro é de mentalidade militar. Tentou fazer carreira e foi afastado quando capitão. Agora, como Presidente da República, eleito em circunstância especial como vítima de agressão com uma facada no abdome, por parte de um débil mental, poucos dias antes das eleições, busca desenvolver sua vocação, montando a equipe de governo predominantemente com militares de alto escalão.

          O próprio vice-presidente é um general reformado.

            De formação e comportamento militar, o Presidente não consegue conviver e atuar democraticamente, desde sempre, mesmo quando deputado, tendo agredido fisicamente uma colega no plenário da Câmara Federal, e gritado no microfone, ao efetuar um voto, que votava em homenagem a um dos maiores torturadores, durante a ditadura. Sempre agiu autoritariamente.

            Agora, quando a nação inteira busca medidas para conter a pandemia da COVID-19, o Presidente atua em sentido contrário, não só agindo contra a ciência ao não usar a ”máscara” e promovendo “aglomerações”, além de aconselhar falso remédio.

             O Presidente é o maior adversário dos cientistas.

            O Ministro da Saúde é um general, sem qualquer conhecimento específico.

            Com esse comportamento, o Brasil está alcançando o primeiro lugar mundial no avanço terrível da doença. Um quadro desalentador.  É preciso dar um basta na loucura.        

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Data: 01/03/2021

CAPITAIS LIVRES


O desenvolvimento da internet na última metade de século XX dominou o tempo e o espaço, fazendo com que tudo, em qualquer parte da terra, seja conhecido em tempo real. Isto viabilizou a globalização, dificultando, ou mesmo inviabilizando, a soberania do Estado nação.


A grande e incontrolável movimentação de capitais por todas as partes do mundo reduz, ou mesmo aniquila, a soberania do Estado Nação. Impossibilita o controle da economia e entrega o destino de todos aos donos do capital. Os limites da regulação interna na vida econômica são muito estreitos. É difícil controlar o livre mercado que impõe suas regras ao mundo inteiro.


O ser humano vale pouco ou quase nada. O importante é o capital, o dinheiro. A vida embrutece, os muito poderosos mandam e a grande maioria obedece, sem condições de reagir. Mas, é preciso constatar que nem todos os Estados Nações se submetem da mesma forma. Há os que resistem e conseguem impor seus interesses mais significativos. Alemanha, Japão, China, Coréia e outros pequenos partidos da Ásia, servem de exemplo.


            No livre mercado, a negociação entre patrões e empregados é igual à liberdade que existe entre o lobo e o cordeiro, ou o da raposa no galinheiro.


            As grandes fortunas, os grandes grupos econômicos, as empresas “gigantes”, em número proporcionalmente muito menor, em todo mundo, são produtos e sustentação do livre mercado. No Brasil, os bancos, a Vale do Rio Doce, a Rede Globo, a Petrobrás, a JBS, e pouco mais de meia dúzia, garantem a liberdade absoluta nas suas transações econômicas.

            A JBS, “gigante” da carne, comprou e fechou, no Mato Grosso de Sul, vários pequenos frigoríficos, para eliminar a concorrência. É, assim, que agem. 


            O pensador John Gray, no admirável livro FALSO AMANHECER , mostra “os equívocos do capitalismo global”, sem que se possa acusá-lo de ser esquerdista. Este admirável autor deixa irrespondível o fato do forte e grande Estados Unidos pregarem o estado mínimo para os outros. Prova, por “a” mais “b”, as enormes diferenças do modelo americano e o adotado por países bem-sucedidos como, por exemplo, a Alemanha, onde a regulação estatal de sua economia é muito rígida. E escreve com todas as letras: “Para os mais bem-sucedidos países recém-industrializados – Cingapura, Malásia, Taiwan, Japão e agora China – a adoção do livre mercado corresponderia a reproduzir o desenvolvimento a que os Estados Unidos chegaram nos primórdios da modernidade. Para esses países asiáticos, adotar o livre mercado seria uma retirada do mundo moderno. De fato, nenhum deles procurou imitar o livre mercado americano e nenhum jamais o fará. ”


            E não para por aí, noutro trecho esclarecedor afirma: “Os mercados livres são hoje os mais patentes diluentes da tradição. Estabelecem uma gratificação para a novidade e um desconto para o passado. Fazem do futuro uma infinita repetição do presente. A sociedade que eles engendram é contraditória e proletária.   Isto tudo escrito no limiar desde milênio. E, ainda, enfatiza: Os mercados globais de capital (...) inviabilizam a democracia social, aquela que assegure a combinação do seguro-desemprego, um abrangente sistema de assistência social e políticas tributárias equitativas.


            Na segunda metade do século passado, mais propriamente no último quarto, muitos países influenciados pelos Estados Unidos experimentaram o livre mercado, todos com consequências desastrosas. Por imposição do Governo FHC, em 2000, o Brasil criou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na época, eu exercia o cargo de Prefeito. Tive a coragem de denunciar essa lei que veio engessar a administração pública. Era a cópia de lei da Nova Zelândia. John Gray, em FALSO AMANHECER, escreve com todas as letras: “Na Nova Zelândia, assim como no Reino Unido, o súbito crescimento da underclass é um exemplo nítido da fabricação de pobreza pelo Estado neoliberal. ”


            O livre mercado no estado neoliberal faz encontrar-se nos avanços sociais a causa do desequilíbrio econômico, e propõe cortar conquistas de várias gerações. Não admite onerar os poderosos. Não controla os bancos, não combate os juros.


            Parece que Gray escreve para nossos dias: “Uma linha demarcatória foi desenhada na era liberal de governo americano quando, em agosto de 1996, o presidente Clinton assinou a Lei de Reforma da Seguridade Social. Ao tirar do governo federal a maior parte de suas responsabilidades pela provisão de recursos previdenciários, Clinton reverteu a forma mais crucial de Roosevelt. ”


            Nos Estados Unidos, como em outros países que seguiram a receita neoliberal, a desagregação familiar e o aumento de criminalidade com maior número de encarceramento se tornaram realidade nos anos subsequentes.


            O “amanhecer” do livre mercado é “falso”.

             

                       

           

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Data: 18/02/2021

A ESCURIDÃO DE NOSSOS DIAS

            

Nossa geração está condenada a atravessar o Mar Vermelho para evitar o extermínio total, tendo para complicar a maluquice de quem deveria liderar a salvação. Nosso guia não é Moisés, é um degenerado: Bolsonaro.


O articulista Sérgio Rodrigues, publicou no UOL, de 27.3.20, artigo que vai ao fundo. Sob o título: “Numa hora dessas”, traz a disparidade entre Bolsonaro, demente pelo despreparo arrogante, e Dom Quixote, um demente real.


Nestes dias de recolhimento obrigatório, volto-me intensamente à literatura. Desde recordação de textos bíblicos - as belas histórias do Pescador no mar da Galileia, ou a longa caminhada de Moisés com seu povo até a travessia milagrosa do Mar Vermelho - às obras consagradas como “O Eu profundo e os outros Eus” do nosso Fernando Pessoa; andando pelas veredas de Guimarães Rosa; sem esquecer de “Portões de Fogo”, com a bela história da batalha das Termópilas, de Steven Pressfield; a volta à magnífica história de Eric Hobsbawm, “Era dos Extremos”; além da literatura mais recente e magnífica do revolucionário, Yuval Noah Harari, com os títulos “Sapiens”, “Homo Deus”, e “21 lições para o século 21”. Atualíssimo. Agora, Harari escreve sobre a pandemia do COVID-19 com surpreendente sabedoria.


Enquanto você se debruça sobre a literatura esquece, por algum tempo, das loucuras do Presidente da República, o pior do mundo civilizado. Além da gravidade da pandemia que marca de forma dolorida nossa geração, temos que sobreviver às loucuras do Presidente. Agora, em meio a agressão da pandemia, o tresloucado “inventa” de baixar decreto facilitando a aquisição de armas de fogo. Verdadeira loucura!...

O poder na democracia vem do povo, através de eleições. E, especialmente para os cargos executivos, o povo vota mais com base nas circunstâncias próximas que precedem as eleições do que nas qualidades do candidato.


Vejam o exemplo de eleições importantes no Brasil, para Presidente da República: “os marajás” elegeram Collor de Melo; as “vassourinhas” elegeram Jânio Quadros; uma “facada” elegeu Bolsonaro. O eleitor brasileiro, mais que outros, é imediatista. O mais próximo é que vale. Foram circunstâncias aleatórias que levaram esses eleitos a não terminarem os mandatos nos prazos previamente estabelecidos.


O mundo de nossos dias encontra uma peste muito agressiva, a pandemia da Covid-19. Não sabemos ainda até aonde irá. Os dados são tormentosos. Nossa geração passa por uma violenta tormenta.

         Nossa geração atravessa a noite escura em que o amanhecer não surge antes da escuridão. O mundo será outro. Haverá necessidade de outro Moisés levando seu povo para a Terra Prometida. O mundo desta nossa geração jamais será o mesmo, o de ontem não se repetirá no amanhã. Teremos que repetir Saulo, que vira Paulo, a caminho de Damasco, a contemplar a luta da vida, e nos deixa a lição “Combati o bom combate, terminei a viagem, conservei a fé.        


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Data: 02/02/2021

A PANDEMIA DO COVID-19

A enorme luta da ciência contra esta pandemia deve durar muito tempo. A Covid-19 vai deixar muitos cientistas de cabelo branco. A humanidade já venceu muitas pragas e agora enfrenta outro desafio. Febre Amarela, tuberculose, dengue, pneumonia, varíola, e tantas outras foram vencidas. No resumo da história, a ciência contra a morte vem alcançando magníficas vitórias.

Yuval Noah Harari, em sua magnífica obra, “Uma breve história da humanidade, SAPIENS”, nos entrega, à pág. 276, o seguinte:

Quando uma calamidade atinge uma região inteira, os esforços mundiais de ajuda humanitária muitas vezes conseguem evitar o pior. ”

 E, mais adiante, à página 277, nos entrega a bela lição:

“Para os homens da ciência, a morte não é um destino inevitável, mas meramente um problema técnico. As pessoas morrem não porque os deuses o decretaram, mas em decorrência de uma série de falhas técnicas: um ataque do coração, um câncer, uma infecção. E cada problema técnico tem uma solução técnica. Se o coração palpita, pode ser estimulado por um marca-passo ou substituído por um coração novo. Se a câncer se espalha, pode ser destruído com medicamentos ou radiação. Se bactérias se proliferam, podem ser controladas com antibióticos. E, assim por diante.

No Brasil de nossos dias, a pandemia ganha força com a politicagem sobre a vacinação. Não é a gravidade da doença que está levando muita gente à morte, é a falta do tratamento eficiente, em virtude da irracional disputa entre governantes despreparados.

Parece-me oportuno repetir Harari, em SAPIENS:

É Verdade, hoje não somos capazes de resolver todos os problemas técnicos. Mas estamos trabalhando para isso. Nossas mentes mais brilhantes não estão desperdiçando tempo tentando dar significado à morte. Em vez disso, estão ocupadas investigando o sistema fisiológico, hormonal e genético responsáveis pelas doenças e pela velhice. Estão desenvolvendo novos medicamentos, tratamentos revolucionários e órgãos artificiais que prolongarão nossa vida e, talvez, um dia vencerão a própria Morte. ”

Aqui, finalizo meus sonhos.

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Data: 28/01/2021
POUCA IDEOLOGIA

Pouco peso da ideologia nas eleições deste 2020. É verdade que as eleições municipais, sem disputa estaduais e federal, reduz o debate ideológico. Contudo, foi marcante a ausência de ideologia na campanha do ano passado. Os Partidos tiveram pouca influência nessas eleições. O próprio Partido dos Trabalhadores –PT, de destacada posição ideológica, não foi marcante; pela direita, o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, representante maior da direita, ficou “em cima do muro”, como sempre. A ideologia política é fundamental na democracia, desde que não chafurde no fanatismo, tão comum em nossa frágil democracia.

As pessoas, enfrentando a dureza do cotidiano do desastrado governo federal, e sofrendo as terríveis conseqüências da pandemia do Corona vírus, colocaram o debate ideológico na “geladeira”.

Na realidade, os Partidos brasileiros se transformaram em cartórios de registro de candidaturas. Salvo exceção, não demarcam posição ideológica, buscam em dezenas de legendas, o fisiologismo. Numa realidade em que o Presidente da República governa sem Partido, tendo renunciado pouco depois das eleições ao Partido pelo qual foi eleito, o fisiologismo domina, a barganha sobressai, longe de qualquer compromisso ideológico.

Na democracia brasileira os partidos políticos têm pouca importância, primam pelo interesse fisiológico, longe de compromissos ideológicos. O líder político, quando encontra dificuldade no partido, renuncia à legenda e funda outra na qual possa satisfazer suas ambições pessoais.

Nossa política é dominada pela fisiologia, antes de qualquer compromisso ideológico, prevalece a barganha fisiológica. Não é possível aperfeiçoar a democracia, enquanto permanecer esse amontoado de partidos sem qualquer compromisso com a posição política. E, agora, com o Fundo Partidário para o financiamento das campanhas eleitorais, está sepultado qualquer compromisso com a ideologia.

Nas campanhas eleitorais de 2020, mais que em qualquer outra, prevaleceu a barganha, o troca-troca. Os votos foram negociados no varejo, sem qualquer interesse coletivo. Prevaleceu a anti democracia, o bem comum não esteve em disputa. Cada um buscou seu interesse pessoal. Os partidos políticos foram simples cartórios de registro dos candidatos, não representaram a defesa de qualquer posição ideológica. “Cada um pra si e Deus pra todos”.

A ideologia política, afastada do fanatismo e comprometida com a ciência, é a base do desenvolvimento.

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Data: 05/01/2021

A PANDEMIA E A AUTOSSUFICIÊNCIA

A humanidade atravessa uma etapa de mudanças muito profundas e complicadas no caminho inevitável da evolução. Muita coisa amanhã será diferente do que se viveu ontem.

A pandemia da COVID-19, que inferniza o mundo inteiro, deu sua cara feia no início deste ano de 2020. Não se sabe o quanto durará e se vai ter fim. E, para piorar a vida nestes dias, há verdadeira contradição na governança mundial. O Homem de hoje é sério complicador na evolução da história.

Nem mesmo no tempo de Nero, que incendiou Roma, o quadro foi mais desalentador. Nos tempos passados, os criminosos eram, em infinito, quantidade menor diante do que acontece hoje, e não havia potências bélicas comparadas com as de nossos dias. Não havia muitos Trumps, nem ogivas nucleares.

Pablo Ortellado, filósofo e professor da USP, em magnífico artigo publicado na Folha, de 15.12.20, ressaltando as loucuras do Senhor Jair Bolsonaro, atual Presidente do Brasil, quando, entre tantas outras, no auge da terrível pandemia, afirmou que se tratava de “uma gripezinha”, e, em seguida, quando a doença atingia o momento mais crítico, afirmou que ela já estava “no finalzinho”, conclui: “impõe o impeachment e, mais que isso, a cadeia. ”

Hoje, 15.12.20, quando parte do mundo anuncia o início da vacinação, o NY Times notícia que o Brasil está “atolado no caos”.

Este Presidente, eleito em momento conturbado, quando recebeu uma facada no abdome desferida por um deficiente mental dias antes da eleição, é incapaz para governar este enorme País.

É só buscar os estudos de Lombroso, ou recordar Crime e Castigo de Dostoievski, para se verificar que Jair Bolsonaro carrega sinais de anormalidade: semblante e olhar carregados de ódio, características bem acentuadas de carrasco. Ele já manifestou, por vezes, ter simpatia pelo holocausto. Elogiou o massacre de Carandiru.

Isto tudo, para não falar da criminosa ação do Governo Bolsonaro, quando faz o verdadeiro desmonte da economia nacional, alienando grande parte de nosso patrimônio para o capital internacional, em condições predatórias. Aqui, também, o crime “come solto”.

Minimiza os milhares de mortes de brasileiros por falta de atendimento. Isto é CRIME, o maior dos CRIMES, E ninguém é responsável, quando a ciência já provou que a grande maioria das vítimas poderia ser salva, como estão sendo em outros países. Gente, não é brincadeira, são irmãos nossos morrendo por falta de atendimento. E a gente nada podendo fazer, enquanto as lágrimas rolam pelo rosto. É desesperador!....

Quosque tandem Catilina, abutere patientia nostra...*

É preciso afastar este Presidente criminoso. Há medidas legais para fazê-lo. O afastamento de Bolsonaro, independente de posição política, é compromisso moral em defesa do povo brasileiro.

Não leva a lugar nenhum o fanatismo ideológico, quando os radicais de direita dizem que somos de esquerda, e os radicais de esquerda nos colocam como de direita. Virtus in médium est.

*Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

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Data: 24/05/2020

Amigos, estou assinando um manifesto elaborado por um grupo de amigos profundamente indignados com o que está ocorrendo no Brasil neste momento.  Se você concordar com os termos e aceitar apor sua assinatura, vá até  http://chng.it/GSscLfnB.   Precisamos expressar nosso desconforto e indignação. Não dá mais para assistirmos passivamente a tão repetidos ataques à nação brasileira.


BASTA!

Os abaixo assinados, brasileiros inconformados com o que vem ocorrendo na governança de nosso País, em especial o desavergonhadamente exposto na Reunião Ministerial do dia 22 de abril comandada pelo Presidente da República, vêm manifestar seu mais contundente repúdio pelo desapreço e desrespeito da alta cúpula do Executivo em sua relação com os outros poderes constituídos e com a vida do povo brasileiro. No momento em que o Brasil enfrenta a gravíssima epidemia do COV2, que está dizimando milhares de vidas, Presidente e Ministros se reúnem e ignoram a dor e o sofrimento de famílias que perdem seus entes queridos e de brasileiros que veem seus negócios irremediavelmente destroçados.

O que se viu nessa Reunião Ministerial é incompatível com o mais comezinho princípio de educação e respeito em diálogos civilizados.  Palavras de baixo calão na boca do Presidente e de ministros constituem agressão descomunal à Nação civilizada, contribuindo para acelerar a crise que está mergulhando o Brasil em verdadeiro caos.

Não bastassem as grosserias expressas, a Reunião Ministerial escancara as intenções autoritárias do Presidente e a inacreditável intenção de armar a população para enfrentamento à ordem legal, numa flagrante conclamação à instabilidade institucional.

Entendemos, ainda, que nossa democracia, conquistada com tanta luta e sofrimento de muitos, não pode ficar à mercê de celerados e despreparados.

Basta! Chegamos ao limite!  Que os poderes constituídos respondam à altura a tão graves ataques à dignidade de nosso povo.                                                                                      

                                        Subscrevemos em 22 de maio de 2020

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Data: 24/04/2020

TEMPOS DE PANDEMIA

Verdadeiras tempestades no cenário. Vivemos um “saco de gatos”. Ninguém se entende. Na realidade, estamos diante de dois desencantos; o coronavírus e o Bolsonaro.

         Na verdade, Sérgio Moro não deveria nem ter entrado. Entende, equivocadamente, ser a interferência política na governança do Estado um mal em si. Falta de politização do ex- ministro da Justiça. Quantas e muitas vezes tivemos saudável interferência da política nas coisas do Estado de maneira salutar. Como esquecer de Rui Barbosa, Celso Amorim, JK, FHC, Waldir Pires, Itamar Franco e tantos outros?

         Agora, o Presidente Bolsonaro, no afã de salvar seus filhos e amigos das milícias, desautoriza seu ministro “predileto” até ontem. Nunca houve tanta bandalheira.

         Sérgio Moro foi indispensável até ontem para punir os adversários, alguns ilegalmente. Impassível, o ex-juiz condenou, sem prova, alguns adversários. Aí, a interferência política foi “boa”!...

         Por circunstâncias ricas em contradições, este Presidente foi eleito. Desde a utilização de uma facada desferida por um débil mental e, ainda, a utilização do “anti”, criado pela ação punitiva de Moro, com ou sem prova.  Desde sempre se soube que não se trata de pessoa com o equilíbrio psicológico, muito menos posição política respeitável. É fundamentalista e defensor de ações violentas de tortura e punição de adversários.

         Agora, com atraso, estão surgindo várias propostas de impeachment lideradas pelos maiores juristas e entidades brasileiras, entre outros, Celso Antonio Bandeira de Mello, Lenio Strech, OAB, ABI, Miguel Reale, FHC e tantos outros.

         Estamos diante de duas pandemias, coronavírus e Bolsonaro, não se sabe qual é a pior.       

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