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Data: 09/05/2021

CHINA, EXEMPLO PARA O MUNDO

 

                   Aqui vai o mais modesto desagravo à milenar China, diante de mais uma alucinação do irresponsável Presidente do Brasil. Deixo de citar o nome para não manchar o texto.

                        Não venham me acusar de comunista. Talvez eu seja um social democrata, que combate o neoliberalismo.

                        A China de Confúcio, China de Lao Tsé, de muito antes de nossa era, de muito antes do cristianismo. Confúcio viveu 500 anos a.C., foi um mestre da paz, defensor da dignidade humana.

                        Lao Tsé, outro filósofo contemporâneo de Confúcio.

                        Hoje, a China é a maior potência mundial, tendo superado os Estados Unidos e se transformado na maior parceira comercial do Brasil. Só na cabeça de um celerado pode passar a loucura de que preparava uma “guerra biológica”, justamente quando o mundo sofre, todo ele, com a pandemia da COVID´19. Pelo contrário, a China está na vanguarda de produção da vacina contra este mal terrível. Este país, com 1.439.324 habitantes, é o mais populoso do mundo. Essa enorme população não impediu que em 40 anos se transformasse na maior potência mundial.

                        Yuval Noah Harari, no seu premiado SAPIENS, pág. 384, sentencia: Contanto que a China e os Estados Unidos estejam em paz, os chineses podem prosperar vendendo produtos aos Estados Unidos, negociando em Wall Street e recebendo investimentos norte-americanos.”

                        Há 40 anos estive na China, como deputado, em viagem de estudos. Há tão pouco tempo, aquele País lutava contra a pobreza. Visitamos a área rural daquele enorme país. Eram agricultores preparando o terreno com arados manuais, puxados por búfalos. A pobreza era enorme. Residiam em conjuntos paupérrimos. Era comum um fogão para várias famílias. Poucos automóveis. Era grande o número de bicicletas e triciclos. Permaneci 28 dias naquele magnífico País. Estive em Pequim, Xangai, Cantão, Nanquim e zona rural.                       

                        Pois bem: em apenas 40 anos, a China se transformou na maior potência mundial.  Não é milagre, é trabalho.

                     Quando da minha estada naquele País, pude ver todas as crianças de até 8, 10, 12 anos nas escolas e creches. Não se via crianças nas ruas. Esta é a China que o celerado afirmou estar patrocinando Guerra Biológica, quando busca vacinas para combater a pandemia.   

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Data: 05/05/2021

CORRUPÇÃO E VIOLÊNCIA

 

         Nosso país passa por um período de crescimento da corrupção e da violência. A boa característica de paz e harmonia na vida brasileira está fora de moda na realidade social.


         A corrupção vem atormentando a vida nacional, generalizada de norte a sul. Tanto na vida pública, entre os políticos, como na atividade empresarial, esse grande mal ganha terreno em nossos dias, e acaba levando à violência.


         A violência está disseminada por toda parte, nos levando até a ter saudade da escravidão. Na verdade, a escravidão não terminou até nossos dias. Só houve abolição (de mentirinha). Considerável parcela de nossa população, predominantemente negra, continua vivendo na mais profunda miséria. Esta é a maior de todas as violências.


         Lilia Moritz Schwarcz, em seu livro Sobre o autoritarismo brasileiro, nos mostra, depois de alongado estudo:  (...) de acordo com a Organização Mundial da Saúde, 123 pessoas morrem vítimas de homicídio por arma de fogo todos os dias em nosso País.”


         O Presidente da República, de temperamento beligerante, estimula a violência por todos os meios. Autorizou, inclusive, a importação de armas, aumentando, ainda mais, o potencial da violência. Ele argumenta que armas não são para violência, o que é mais um absurdo. É axiomático que armas servem à violência. No quotidiano, não se usa armas para outro fim.


         É preciso refletir um pouco mais sobre a violência contra as classes mais pobres do País. Desde a violência com as armas até a violência da fome, nessas camadas pobres, cada vez maior. A própria distribuição da renda é violência degradante. A desigualdade social em nosso País é deprimente. Pouco se tem feito pela inclusão social.


         O pobre não tem como praticar a corrupção que, na verdade, é crime dos poderosos. Com a desigualdade vigente, não há como combater a violência, sócia da corrupção.     O desemprego cresce de forma ameaçadora. A pandemia é mais intensa entre os pobres. O quadro é desalentador.  

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Data: 22/04/2021
TRISTES REFLEXÕES


Estamos vivendo dias amargos. Nossa geração vai passar à história perdida na praga da pandemia de um vírus que ataca de todos os lados. São muitos os que não poderão sobreviver à praga. Famílias serão marcadas para sempre com a força dessa pandemia. Não sabemos qual será o destino de nossos filhos e netos. O que nos espera para o amanhã. Estamos vivenciando um estado de calamidade sanitária.

            Diante dessas perplexidades, o Brasil ganha destaque como o mais perdido país em meio à hecatombe mundial. Quando a realidade pede tirocínio dos governantes, o Presidente do Brasil Jair Bolsonaro, vocacionado ao genocídio, mostra sua face autoritária. Faz tudo ao contrário da ciência. Em meio à grande crise humanitária, sobressai o fracasso da economia que está sufocando o País. O presidente genocida, que não entende de coisa alguma, com sua índole de ditador de direita e sua conduta beligerante, está levando o País ao caos. É uma fera acuada na dramaticidade da evolução agressiva da pandemia

Em votação expressa no plenário da Câmara dos Deputados, quando ainda deputado, bem recentemente, gritou em um microfone do plenário: “voto em homenagem ao Brilhante Ustra”. Carlos Alberto Brilhante Ustra foi um torturador famoso, no período da ditadura.

            À pandemia da COVID-19 vem juntar-se a insensatez e os desmandos do tresloucado Presidente, obrigando-nos a viver uma realidade amarga.

            Estamos, todos, impedidos de convivência social, característica marcante e inafastável na vida do ser humano. Não se pode visitar o compadre, a comadre, o amigo da vida inteira. Estamos impedidos de praticar o que nos qualifica.

            A praga é persistente, mais forte que ciência humana, e nos leva à calamidade pública, com um futuro imprevisível.

                   Até quando?            

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Data: 22/04/2021

A ARMA E A PAZ


O que é mais perigoso: um homem armado ou desarmado? A maior parte dos crimes do cotidiano é praticado por armados ou por desarmados? A resposta é óbvia, não demanda argumentos.

            Estamos vivendo no Brasil uma fase tão amarga que, ao lado de uma pandemia demoníaca, temos um Presidente da República propenso ao genocídio. Não faz um gesto de paz, quer guerra. Sua história é marcada pela violência. Chega à presidência vítima de um atentado à faca, praticado por um doente mental, em meio à multidão. Ainda bem para ele que a ARMA era uma faca, arma de pequena letalidade.

            Jair Bolsonaro tem uma história de vida cheia de agressões. Inúmeras vezes em plenário na Câmara dos Deputados declarou-se saudoso da ditadura e homenageou torturadores. Em sua trajetória política entregou medalhas e honrarias a milicianos, ameaçou colegas parlamentares, agrediu verbalmente jornalistas, mentiu e mente descaradamente.  Sua relação com a milícia no Rio de Janeiro, juntamente com seus filhos, é notória e, no mínimo, ameaçadora.

            O Rio de Janeiro, “cidade maravilhosa”, tem alto índice de criminalidade. Localizada entre a serra e o mar, tem a geografia ideal para fixação do crime. É nela que se desenvolve a vocação criminosa de Jair e seus filhos, além de tantos outros grupos de milícia e do crime.

             Bolsonaro e seu grupo são violentos. Daí, a defesa do porte de armas. Para os membros desse grupo, é fundamental estar armado. Vivem na beligerância. Mas é bom saber que a imensa maioria da população não precisa de armas. Luta pela paz.

            O Presidente está legislando para a liberação das armas, enquanto o País sofre com a morte diária de milhares de brasileiros atacados pela COVID-19. Faltam leitos, faltam medicamentos. A principal autoridade do País, o Presidente da República, sequer se manifesta sobre a maior crise sanitária que o Brasil já viveu.

            O Presidente é de formação beligerante, não que vencer pelo convencimento e, sim, pelo confronto e pela força.      

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Data: 14/03/2021

GOVERNO DE MILITARES?

 

         Entendo que militares não devem governar. Nada tenho contra, desde que exerçam funções de militares. Foram feitos para a guerra, e não para a democracia. Sempre estão dispostos a empregar a força. Salvo exceções, não acreditam no convencimento pelo argumento.

            Daí, estar preocupado com a quantidade de militar, cada dia, em maior quantidade, nos cargos da governança no País, a partir do Presidente da República, que não serviu para a carreira, sendo afastado quando capitão.

            Agora, para satisfazer sua índole, enche o governo de altas patentes, sem qualquer formação para os cargos.

            Há, é óbvio, militares qualificados em várias especialidades do conhecimento. Contudo, não devem exercer cargos civis na democracia, salvo alguma singular exceção.

            O atual Presidente da República Jair Bolsonaro é de mentalidade militar. Tentou fazer carreira e foi afastado quando capitão. Agora, como Presidente da República, eleito em circunstância especial como vítima de agressão com uma facada no abdome, por parte de um débil mental, poucos dias antes das eleições, busca desenvolver sua vocação, montando a equipe de governo predominantemente com militares de alto escalão.

          O próprio vice-presidente é um general reformado.

            De formação e comportamento militar, o Presidente não consegue conviver e atuar democraticamente, desde sempre, mesmo quando deputado, tendo agredido fisicamente uma colega no plenário da Câmara Federal, e gritado no microfone, ao efetuar um voto, que votava em homenagem a um dos maiores torturadores, durante a ditadura. Sempre agiu autoritariamente.

            Agora, quando a nação inteira busca medidas para conter a pandemia da COVID-19, o Presidente atua em sentido contrário, não só agindo contra a ciência ao não usar a ”máscara” e promovendo “aglomerações”, além de aconselhar falso remédio.

             O Presidente é o maior adversário dos cientistas.

            O Ministro da Saúde é um general, sem qualquer conhecimento específico.

            Com esse comportamento, o Brasil está alcançando o primeiro lugar mundial no avanço terrível da doença. Um quadro desalentador.  É preciso dar um basta na loucura.        

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Data: 01/03/2021

CAPITAIS LIVRES


O desenvolvimento da internet na última metade de século XX dominou o tempo e o espaço, fazendo com que tudo, em qualquer parte da terra, seja conhecido em tempo real. Isto viabilizou a globalização, dificultando, ou mesmo inviabilizando, a soberania do Estado nação.


A grande e incontrolável movimentação de capitais por todas as partes do mundo reduz, ou mesmo aniquila, a soberania do Estado Nação. Impossibilita o controle da economia e entrega o destino de todos aos donos do capital. Os limites da regulação interna na vida econômica são muito estreitos. É difícil controlar o livre mercado que impõe suas regras ao mundo inteiro.


O ser humano vale pouco ou quase nada. O importante é o capital, o dinheiro. A vida embrutece, os muito poderosos mandam e a grande maioria obedece, sem condições de reagir. Mas, é preciso constatar que nem todos os Estados Nações se submetem da mesma forma. Há os que resistem e conseguem impor seus interesses mais significativos. Alemanha, Japão, China, Coréia e outros pequenos partidos da Ásia, servem de exemplo.


            No livre mercado, a negociação entre patrões e empregados é igual à liberdade que existe entre o lobo e o cordeiro, ou o da raposa no galinheiro.


            As grandes fortunas, os grandes grupos econômicos, as empresas “gigantes”, em número proporcionalmente muito menor, em todo mundo, são produtos e sustentação do livre mercado. No Brasil, os bancos, a Vale do Rio Doce, a Rede Globo, a Petrobrás, a JBS, e pouco mais de meia dúzia, garantem a liberdade absoluta nas suas transações econômicas.

            A JBS, “gigante” da carne, comprou e fechou, no Mato Grosso de Sul, vários pequenos frigoríficos, para eliminar a concorrência. É, assim, que agem. 


            O pensador John Gray, no admirável livro FALSO AMANHECER , mostra “os equívocos do capitalismo global”, sem que se possa acusá-lo de ser esquerdista. Este admirável autor deixa irrespondível o fato do forte e grande Estados Unidos pregarem o estado mínimo para os outros. Prova, por “a” mais “b”, as enormes diferenças do modelo americano e o adotado por países bem-sucedidos como, por exemplo, a Alemanha, onde a regulação estatal de sua economia é muito rígida. E escreve com todas as letras: “Para os mais bem-sucedidos países recém-industrializados – Cingapura, Malásia, Taiwan, Japão e agora China – a adoção do livre mercado corresponderia a reproduzir o desenvolvimento a que os Estados Unidos chegaram nos primórdios da modernidade. Para esses países asiáticos, adotar o livre mercado seria uma retirada do mundo moderno. De fato, nenhum deles procurou imitar o livre mercado americano e nenhum jamais o fará. ”


            E não para por aí, noutro trecho esclarecedor afirma: “Os mercados livres são hoje os mais patentes diluentes da tradição. Estabelecem uma gratificação para a novidade e um desconto para o passado. Fazem do futuro uma infinita repetição do presente. A sociedade que eles engendram é contraditória e proletária.   Isto tudo escrito no limiar desde milênio. E, ainda, enfatiza: Os mercados globais de capital (...) inviabilizam a democracia social, aquela que assegure a combinação do seguro-desemprego, um abrangente sistema de assistência social e políticas tributárias equitativas.


            Na segunda metade do século passado, mais propriamente no último quarto, muitos países influenciados pelos Estados Unidos experimentaram o livre mercado, todos com consequências desastrosas. Por imposição do Governo FHC, em 2000, o Brasil criou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na época, eu exercia o cargo de Prefeito. Tive a coragem de denunciar essa lei que veio engessar a administração pública. Era a cópia de lei da Nova Zelândia. John Gray, em FALSO AMANHECER, escreve com todas as letras: “Na Nova Zelândia, assim como no Reino Unido, o súbito crescimento da underclass é um exemplo nítido da fabricação de pobreza pelo Estado neoliberal. ”


            O livre mercado no estado neoliberal faz encontrar-se nos avanços sociais a causa do desequilíbrio econômico, e propõe cortar conquistas de várias gerações. Não admite onerar os poderosos. Não controla os bancos, não combate os juros.


            Parece que Gray escreve para nossos dias: “Uma linha demarcatória foi desenhada na era liberal de governo americano quando, em agosto de 1996, o presidente Clinton assinou a Lei de Reforma da Seguridade Social. Ao tirar do governo federal a maior parte de suas responsabilidades pela provisão de recursos previdenciários, Clinton reverteu a forma mais crucial de Roosevelt. ”


            Nos Estados Unidos, como em outros países que seguiram a receita neoliberal, a desagregação familiar e o aumento de criminalidade com maior número de encarceramento se tornaram realidade nos anos subsequentes.


            O “amanhecer” do livre mercado é “falso”.

             

                       

           

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Data: 18/02/2021

A ESCURIDÃO DE NOSSOS DIAS

            

Nossa geração está condenada a atravessar o Mar Vermelho para evitar o extermínio total, tendo para complicar a maluquice de quem deveria liderar a salvação. Nosso guia não é Moisés, é um degenerado: Bolsonaro.


O articulista Sérgio Rodrigues, publicou no UOL, de 27.3.20, artigo que vai ao fundo. Sob o título: “Numa hora dessas”, traz a disparidade entre Bolsonaro, demente pelo despreparo arrogante, e Dom Quixote, um demente real.


Nestes dias de recolhimento obrigatório, volto-me intensamente à literatura. Desde recordação de textos bíblicos - as belas histórias do Pescador no mar da Galileia, ou a longa caminhada de Moisés com seu povo até a travessia milagrosa do Mar Vermelho - às obras consagradas como “O Eu profundo e os outros Eus” do nosso Fernando Pessoa; andando pelas veredas de Guimarães Rosa; sem esquecer de “Portões de Fogo”, com a bela história da batalha das Termópilas, de Steven Pressfield; a volta à magnífica história de Eric Hobsbawm, “Era dos Extremos”; além da literatura mais recente e magnífica do revolucionário, Yuval Noah Harari, com os títulos “Sapiens”, “Homo Deus”, e “21 lições para o século 21”. Atualíssimo. Agora, Harari escreve sobre a pandemia do COVID-19 com surpreendente sabedoria.


Enquanto você se debruça sobre a literatura esquece, por algum tempo, das loucuras do Presidente da República, o pior do mundo civilizado. Além da gravidade da pandemia que marca de forma dolorida nossa geração, temos que sobreviver às loucuras do Presidente. Agora, em meio a agressão da pandemia, o tresloucado “inventa” de baixar decreto facilitando a aquisição de armas de fogo. Verdadeira loucura!...

O poder na democracia vem do povo, através de eleições. E, especialmente para os cargos executivos, o povo vota mais com base nas circunstâncias próximas que precedem as eleições do que nas qualidades do candidato.


Vejam o exemplo de eleições importantes no Brasil, para Presidente da República: “os marajás” elegeram Collor de Melo; as “vassourinhas” elegeram Jânio Quadros; uma “facada” elegeu Bolsonaro. O eleitor brasileiro, mais que outros, é imediatista. O mais próximo é que vale. Foram circunstâncias aleatórias que levaram esses eleitos a não terminarem os mandatos nos prazos previamente estabelecidos.


O mundo de nossos dias encontra uma peste muito agressiva, a pandemia da Covid-19. Não sabemos ainda até aonde irá. Os dados são tormentosos. Nossa geração passa por uma violenta tormenta.

         Nossa geração atravessa a noite escura em que o amanhecer não surge antes da escuridão. O mundo será outro. Haverá necessidade de outro Moisés levando seu povo para a Terra Prometida. O mundo desta nossa geração jamais será o mesmo, o de ontem não se repetirá no amanhã. Teremos que repetir Saulo, que vira Paulo, a caminho de Damasco, a contemplar a luta da vida, e nos deixa a lição “Combati o bom combate, terminei a viagem, conservei a fé.        


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Data: 02/02/2021

A PANDEMIA DO COVID-19

A enorme luta da ciência contra esta pandemia deve durar muito tempo. A Covid-19 vai deixar muitos cientistas de cabelo branco. A humanidade já venceu muitas pragas e agora enfrenta outro desafio. Febre Amarela, tuberculose, dengue, pneumonia, varíola, e tantas outras foram vencidas. No resumo da história, a ciência contra a morte vem alcançando magníficas vitórias.

Yuval Noah Harari, em sua magnífica obra, “Uma breve história da humanidade, SAPIENS”, nos entrega, à pág. 276, o seguinte:

Quando uma calamidade atinge uma região inteira, os esforços mundiais de ajuda humanitária muitas vezes conseguem evitar o pior. ”

 E, mais adiante, à página 277, nos entrega a bela lição:

“Para os homens da ciência, a morte não é um destino inevitável, mas meramente um problema técnico. As pessoas morrem não porque os deuses o decretaram, mas em decorrência de uma série de falhas técnicas: um ataque do coração, um câncer, uma infecção. E cada problema técnico tem uma solução técnica. Se o coração palpita, pode ser estimulado por um marca-passo ou substituído por um coração novo. Se a câncer se espalha, pode ser destruído com medicamentos ou radiação. Se bactérias se proliferam, podem ser controladas com antibióticos. E, assim por diante.

No Brasil de nossos dias, a pandemia ganha força com a politicagem sobre a vacinação. Não é a gravidade da doença que está levando muita gente à morte, é a falta do tratamento eficiente, em virtude da irracional disputa entre governantes despreparados.

Parece-me oportuno repetir Harari, em SAPIENS:

É Verdade, hoje não somos capazes de resolver todos os problemas técnicos. Mas estamos trabalhando para isso. Nossas mentes mais brilhantes não estão desperdiçando tempo tentando dar significado à morte. Em vez disso, estão ocupadas investigando o sistema fisiológico, hormonal e genético responsáveis pelas doenças e pela velhice. Estão desenvolvendo novos medicamentos, tratamentos revolucionários e órgãos artificiais que prolongarão nossa vida e, talvez, um dia vencerão a própria Morte. ”

Aqui, finalizo meus sonhos.

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