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Data: 11/02/2019
LULA E MANDELA

LULA E MANDELA

            As condenações de Lula e suas prisões vão marcar a história de nossos dias de forma constrangedora e vergonhosa. Os processos contra ele movidos têm forte conotação política. Está condenado pelos adversários políticos.

            Os processos nos quais foi condenado estão repletos de dúvidas jurídicas. Não contêm qualquer segurança jurídica e desrespeitam “o devido processo legal”. O juiz que o condenou, inicialmente, virou Ministro da Justiça, no governo imediato, meses depois do pseudo julgamento. Não há a necessária imparcialidade, condição primeira de um bom julgamento. A prova indispensável a qualquer condenação não está nos autos.  

            Independente de qualquer posição política, Lula não é um qualquer. Foi presidente da República recentemente, de 2002 a 2010, promovendo a maior inclusão social da história no Brasil. É conhecido e respeitado no mundo inteiro. É admirado por líderes, pensadores e intelectuais de todos os matizes ideológicos. No curto período dos 8 (oito) anos de seus mandatos, o salário mínimo cresceu de 88 para 291 dólares; 40% da população de, aproximadamente, 200 milhões,dos mais pobres subiram para a sala da classe média da pirâmide social. Esta ascensão dos pobres incomodou a reacionária classe média, que já se encontrava, desde sempre, neste andar da pirâmide.

 O Brasil deixou de ser devedor de quantias elevadas, para ser credor de organismos mundiais.

            Por mais equivocadas que sejam as posições de seu Partido, por maior que seja a corrupção de muitos de seus companheiros, por mais que tenha avançado a corrupção em todos os Partidos, Lula não pode pagar por todos, mesmo porque a corrupção é generalizada. É vítima da DELAÇÃO PREMIADA daqueles, inclusive, velhos companheiros, que procuram se safar de seus processos com um amontoado de mentiras.  

            As condenações de Lula nos faz lembrar de Nelson Mandela, na África. Por razões diferentes, mas parecidas, ambos foram levados ao cárcere por anos. No correr dos tempos, a história vai contar a verdade, porque ela não perdoa as injustiças.

            Neste ponto, recordamos da magnífica obra literária de Émile Zola, em carta ao Presidente francês, na metade do século XIX, com definitivo libelo contra a condenação  de Dreyfus. “EU ACUSO” pede metitação.  

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Data: 17/10/2018
AS DIFDICULDADES DA DEMOCRACIA

AS DIFDICULDADES DA DEMOCRACIA

          Vem de longe a luta da democracia contra os oportunistas. Já o sempre citado Aristóteles, da Grécia de tanta história, afirmava que “as democracias são mais comumente corrompidas pela insolência dos demagogos.”

          Recordemos da República de Weimar, na Alemanha, entre 1919 a 1933, que precedeu a ascensão  de Hitler, e a implantação do nazismo, de tão graves e horríveis  histórias de terríveis atrocidades contra o ser humano.

          Nada mais similar com a república de Weimar do que nossa pobre república desses últimos anos.

É sintomático, e rigorosamente compatíveis com o que vem ocorrendo em nosso País nos dias atuais, de outubro de 2018.

          Ao ver me assusta o slogan de campanha, que acabou levando Hitler ao poder: ELEJA HIDENBURGO, ELEJA O MELHOR, ELE NÃO É SUBSERVIENTE A NENHUM PARTIDO, ELE SEGUE APENAS A DEUS E A SUA CONSCIÊNCIA.” Foi daí que nasceu Hitler e seu nazismo.

          Foi com Hidenburgo, que Hitler se tornou chanceler e implantou o nazismo.

          Não é, rigorosamente, não é, a cara, ou, se desejarem, fisionomia de mau, de violento, de palmatória do mundo, que conduz um grande País ao bem estar de sua gente.

          Nestas circunstâncias , o povo se transforma em massa, e a massificação muda a vontade, o destino, servindo aos desígnios de aproveitadores e oportunistas. A motivação do voto é mais contra o adversário, transformado em inimigo, do que a favor de qualquer coisa, a quem se propõe a enfrentar tantas dificuldades no governo desta nossa república.

 Gostava de ver JK, o “pé de valsa”, dançando de par com jovem do povo.  

          A história repete, de  forma assustadora, essas medidas de violência e arbitrariedade sob o pretexto de combate à corrupção. Isto, no mundo inteiro. E, o que é muito grave, não se toma a consciência, mesmo diante de todos os exemplos, que a solução nunca está com a espada. Não é com o ódio, e sim com o amor, que se pode encontrar o melhor caminho. Também não é com a esperança de milagre.  

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Data: 28/09/2018
TODO CUIDADO É POUCO

         Paulo Roberto Nunes Guedes – o banqueiro , economista Paulo Guedes, assessor econômico de Bolsonaro, seu futuro Ministro da Fazenda, caso seja eleito, é filhote dos Chicagoboys , os “garotos de Chicago”.  Famoso economista, professor americano, de Chicago, Milton Friedman, prêmio  Nobel de economia, por ter criado a escola monetarista e defendido o neoliberalismo. Os “garotos de Chicago”, alunos mais brilhantes de Friedman, foram mandados para vários países, com a incumbência de implantar o neoliberalismo, o estado mínimo e o livre mercado.

         Paradoxal é o fato de não alcançarem qualquer êxito nos estados grandes e fortes. O movimento nasceu, como se vê, nos EUA, e, lá o Estado ficou cada vês maior. No grande e forte estado Alemão, nem chegaram. A China, a União Soviética e, posteriormente, a Rússia, no Japão, não foram por motivos óbvios. Nesses países o Estado regula o “livre mercado”, e não se fala em “estado mínimo”.

         A teoria de Milton Friedman, foi levada para os países  mais pobres pelos “garotos”. Nos estados fortes não ameaçaram. Cada dia, ficaram mais fortes, Os EUA são o melhor exemplo. Nixon e Reagan, no período, continuaram controlando a economia e fortalecendo o Estado. O livre mercado está submetido ao controle estatal.

         A Inglaterra, com Margaret Thatcher , iludida pela teoria de Friedman, experimentou um retrocesso histórico, com enorme repercussão na história inglesa.

         A América Latina sofreu enorme agressão com Augusto Pinochet , no Chile; Jorge Vidella, na Argentina;  Alberto Fugimori, no Peru.

         O Brasil sofre até hoje as conseqüências, e sustenta o debate da teoria neoliberal. Os militares, cautelosos neste ponto, mesmo aconselhados pelo Dr. Roberto Campos e seus discípulos, não permitiram grande avanço do neoliberalismo, resistentes à conversa do Estado mínimo e do livre mercado. Contudo, nossa democracia sofre com os defensores dessa ideologia entreguista, mesmo com o fato de os estados nacionais,  grandes e fortes, não aceitarem a teoria, até mesmo o pai da idéia, os EUA. Eles, cada vez, maiores e mais fortes, e  nós mínimos e menores. E, nossa gente, mesmo de boas famílias, defende esses suicídios.

         Aqui, não se combate a iniciativa privada, o que se defende é o controle estatal da economia. A parceria público/privada é a melhor ação na economia, desde que o Estado regule a atividade, aliás, como fazem os mais bem sucedidos.

         Ente nós, os tupiniquins,  quando se fala em tributar “transações financeiras”nos moldes sugeridos por James Tobin,Professor da Universidade de Yale, largamente laureado,  comete-se um sacrilégio. Nada dá tanto lucro como Banco. Os bancos são o instrumento do neoliberalismo. Em conluio com os poderosos da grande empresa, beneficiam os mais ricos e generaliza a pobreza da imensa maioria. Querem privatizar tudo, em especial para os países dominadores.

         Educação e cultura, saúde, segurança, transporte, energia são dever do Estado e direito do cidadão. Como o Estado mínimo do neoliberalismo vai assegurar esses direitos, com toda a atividade rentável nas mãos das empresas privadas ? Só “os macacos”dos países mais pobres vão nesse papo.

 

 

 

 

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Data: 20/09/2018
eleições

ELEIÇÕES                                                            20.09.18

         Poucos dias para as eleições, com absoluto destaque para as Presidenciais. Devem estar no segundo turno Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Parece estar definido.

         Este espaço da mídia social da internet mudou a forma de campanha eleitoral. A chamada grande mídia perdeu força. Na internet pessoas muito despreparadas, mas audaciosas, passaram a levar suas opiniões, as mais irracionais, ao “mundo inteiro”. Rebatem as melhores idéias com absoluta audácia. Fala besteira com total desembaraço. Contestam opiniões sensatas, sem qualquer constrangimento.

         Os candidatos mais preparados, intelectualmente, não puderam concorrer com as “loucuras”. Longe de qualquer posição política ou ideológica, os mais bem informados, preparados para governar, Ciro Gomes, Marina Silva, Henrique Meirelles, Álvaro Dias e Geraldo Alckmin, foram sufocados pela grosseria da campanha. Devem estar na disputa da segundo turno, os piores, mais despreparados, candidatos. Não há ambiente político/social para uma escolha racional. Com o absoluto desgoverno destes últimos anos, a feira de partidos políticos sem qualquer posição programática, verdadeiras “barracas de feira livre”, formaram um ambiente negativo de qualquer conteúdo político-ideológico.

         A democracia, no Brasil, passa por grave crise. O atual período eleitoral vive uma descrença geral. Parcela considerável da população está apostando no “quanto pior, melhor”. O papel da mídia, inclusive e, principalmente, a da internet, desacredita todos os cidadãos. O foco principal no combate à  corrupção conduz as pessoas, com a promessa de que se está acabando com a praga, a acreditarem que só aqui o combate não está dando resultado. Não se tem consciência que esta praga existe e sempre existiu no mundo inteiro. Combater a corrupção é dever de todos os homens de bem; mas, aí não há salvador da pátria.   

         Aqui, o adversário político virou inimigo figadal. Estamos assistindo a esperança se esvair. E, um povo sem esperança é um povo sem futuro.

        

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Data: 13/08/2018
NÃO A VIOLENCIA

NÃO A VIOLÊNCIA

         Jamais, em qualquer tempo, no passar da história universal, o Estado policialesco encontrou qualquer ponto positivo. Sempre deixou sua marca de destruição e de injustiça.

         Podemos buscar exemplos no andar da história. Desde os primórdios da civilização, os momentos pacíficos  sempre foram os melhores para a vida humana. Em poucos exemplos, podemos citar períodos de avanços civilizatórios e líderes consagrados: desde tempos a.C. o que se tem de história, é marcado pela importância de ser pacífico. Os grandes pensadores, filósofos, religiosos e líderes deixam clara a opção contra a violência na vida de todas as gerações.

         Gregos e romanos, foram importantes os que sobressaíram como líderes pacíficos. Para citar poucos perdidos em curto período histórico, Tales de Mileto, Sócrates, Platão, Aristóteles, Gandy, Lincoln, Martin Luther King, Jesus, São Francisco de Assis, Mandela. São tantos que não se permite citar, a não ser como arbitrário exemplo.

         Os que operaram na violência, para citar apenas alguns muito próximos de nós, no correr do século XX,  lembremo-nos de Hitler, Mussolini, Stalin, vários ditadores, que marcaram a história com sangue e lágrimas. Não são saudados por algo de positivo para toda humanidade. Marcaram suas vidas pelo sangue dos semelhantes. Toda ditadura se impõe pela força da violência. Os períodos de anormalidade são filhos da violência, enquanto a normalidade é guiada pela paz.

         A violência é sempre desprezível. O Estado violento é sempre dominante em criminalidade. É só observar na história de todos os tempos. Não se combate o crime com violência. A ação pacificadora, o diálogo, o fim da guerra, a anistia, levam à paz, desarmam os espíritos. Educar é melhor que espancar.

         Meu velho pai sempre me ensinou que quando duas pessoas se desentendem, e se dispõem a discutir, aquela que agride fisicamente a outra, é a que está sem razão. A violência é inimiga da razão. É a tentativa de resolver pela força a questão que se coloca para solução. É expressão de desespero.

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Data: 13/08/2018
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Data: 13/08/2018
NÃO A VIOLENCIA

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Data: 26/07/2018
CONTRADIÇÕES POLÍTICAS

A política vive um período de grandes contradições entre  nós. O pragmatismo fisiológico predomina nas coligações partidárias, mais que nunca. Não importa mais os compromissos  programáticos e ideológicos. Só se pensa no resultado eleitoral na formulação das coligações. Vale tudo para ganhar as eleições. Os princípios  da governabilidade são desprezíveis.

         Não foi sempre assim. Lembro-me bem, não faz tanto tempo, 37 anos, fui o relator perante o Diretório Nacional do PMDB, do pedido de filiação de Janio Quadros, ex-presidente e grande líder em São Paulo. Sob o aspecto eleitoral, não havia dúvida, o Partido ganharia muito. Contudo, meu relatório foi aprovado por imensa maioria, e o grande ganhador de eleições foi impedido de filiar-se ao PMDB, porque não dava importância ao programa partidário. Está  no livro de  minha autoria, A história de um REBELDE.

         Isto serve para provar que sempre respeitei o programa partidário. Não se pode, para ganhar eleições, rasgar o programa e compromisso partidários.

         Hoje, estão misturando joio com trigo da fábula bíblica. Abandona-se  princípios e compromissos, misturam Bons e Maus na luta do Poder pelo Poder. Na hora da colheita, a mistura do bem com o mal, produz um produto contaminado, cheio de impurezas e de vícios. A governança chega a isto que estamos assistindo, o predomínio da bandidagem. Na política, vem prevalecendo o desrespeito à vontade do povo. Vale tudo nas eleições e vale tudo no exercício do governo.

                É preciso uma grande e estrutural reforma dos métodos e dos princípios para a separação do trigo. É fundamental combater o joio.

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