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Data: 18/02/2021

A ESCURIDÃO DE NOSSOS DIAS

            

Nossa geração está condenada a atravessar o Mar Vermelho para evitar o extermínio total, tendo para complicar a maluquice de quem deveria liderar a salvação. Nosso guia não é Moisés, é um degenerado: Bolsonaro.


O articulista Sérgio Rodrigues, publicou no UOL, de 27.3.20, artigo que vai ao fundo. Sob o título: “Numa hora dessas”, traz a disparidade entre Bolsonaro, demente pelo despreparo arrogante, e Dom Quixote, um demente real.


Nestes dias de recolhimento obrigatório, volto-me intensamente à literatura. Desde recordação de textos bíblicos - as belas histórias do Pescador no mar da Galileia, ou a longa caminhada de Moisés com seu povo até a travessia milagrosa do Mar Vermelho - às obras consagradas como “O Eu profundo e os outros Eus” do nosso Fernando Pessoa; andando pelas veredas de Guimarães Rosa; sem esquecer de “Portões de Fogo”, com a bela história da batalha das Termópilas, de Steven Pressfield; a volta à magnífica história de Eric Hobsbawm, “Era dos Extremos”; além da literatura mais recente e magnífica do revolucionário, Yuval Noah Harari, com os títulos “Sapiens”, “Homo Deus”, e “21 lições para o século 21”. Atualíssimo. Agora, Harari escreve sobre a pandemia do COVID-19 com surpreendente sabedoria.


Enquanto você se debruça sobre a literatura esquece, por algum tempo, das loucuras do Presidente da República, o pior do mundo civilizado. Além da gravidade da pandemia que marca de forma dolorida nossa geração, temos que sobreviver às loucuras do Presidente. Agora, em meio a agressão da pandemia, o tresloucado “inventa” de baixar decreto facilitando a aquisição de armas de fogo. Verdadeira loucura!...

O poder na democracia vem do povo, através de eleições. E, especialmente para os cargos executivos, o povo vota mais com base nas circunstâncias próximas que precedem as eleições do que nas qualidades do candidato.


Vejam o exemplo de eleições importantes no Brasil, para Presidente da República: “os marajás” elegeram Collor de Melo; as “vassourinhas” elegeram Jânio Quadros; uma “facada” elegeu Bolsonaro. O eleitor brasileiro, mais que outros, é imediatista. O mais próximo é que vale. Foram circunstâncias aleatórias que levaram esses eleitos a não terminarem os mandatos nos prazos previamente estabelecidos.


O mundo de nossos dias encontra uma peste muito agressiva, a pandemia da Covid-19. Não sabemos ainda até aonde irá. Os dados são tormentosos. Nossa geração passa por uma violenta tormenta.

         Nossa geração atravessa a noite escura em que o amanhecer não surge antes da escuridão. O mundo será outro. Haverá necessidade de outro Moisés levando seu povo para a Terra Prometida. O mundo desta nossa geração jamais será o mesmo, o de ontem não se repetirá no amanhã. Teremos que repetir Saulo, que vira Paulo, a caminho de Damasco, a contemplar a luta da vida, e nos deixa a lição “Combati o bom combate, terminei a viagem, conservei a fé.        


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Data: 02/02/2021

A PANDEMIA DO COVID-19

A enorme luta da ciência contra esta pandemia deve durar muito tempo. A Covid-19 vai deixar muitos cientistas de cabelo branco. A humanidade já venceu muitas pragas e agora enfrenta outro desafio. Febre Amarela, tuberculose, dengue, pneumonia, varíola, e tantas outras foram vencidas. No resumo da história, a ciência contra a morte vem alcançando magníficas vitórias.

Yuval Noah Harari, em sua magnífica obra, “Uma breve história da humanidade, SAPIENS”, nos entrega, à pág. 276, o seguinte:

Quando uma calamidade atinge uma região inteira, os esforços mundiais de ajuda humanitária muitas vezes conseguem evitar o pior. ”

 E, mais adiante, à página 277, nos entrega a bela lição:

“Para os homens da ciência, a morte não é um destino inevitável, mas meramente um problema técnico. As pessoas morrem não porque os deuses o decretaram, mas em decorrência de uma série de falhas técnicas: um ataque do coração, um câncer, uma infecção. E cada problema técnico tem uma solução técnica. Se o coração palpita, pode ser estimulado por um marca-passo ou substituído por um coração novo. Se a câncer se espalha, pode ser destruído com medicamentos ou radiação. Se bactérias se proliferam, podem ser controladas com antibióticos. E, assim por diante.

No Brasil de nossos dias, a pandemia ganha força com a politicagem sobre a vacinação. Não é a gravidade da doença que está levando muita gente à morte, é a falta do tratamento eficiente, em virtude da irracional disputa entre governantes despreparados.

Parece-me oportuno repetir Harari, em SAPIENS:

É Verdade, hoje não somos capazes de resolver todos os problemas técnicos. Mas estamos trabalhando para isso. Nossas mentes mais brilhantes não estão desperdiçando tempo tentando dar significado à morte. Em vez disso, estão ocupadas investigando o sistema fisiológico, hormonal e genético responsáveis pelas doenças e pela velhice. Estão desenvolvendo novos medicamentos, tratamentos revolucionários e órgãos artificiais que prolongarão nossa vida e, talvez, um dia vencerão a própria Morte. ”

Aqui, finalizo meus sonhos.

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Data: 28/01/2021
POUCA IDEOLOGIA

Pouco peso da ideologia nas eleições deste 2020. É verdade que as eleições municipais, sem disputa estaduais e federal, reduz o debate ideológico. Contudo, foi marcante a ausência de ideologia na campanha do ano passado. Os Partidos tiveram pouca influência nessas eleições. O próprio Partido dos Trabalhadores –PT, de destacada posição ideológica, não foi marcante; pela direita, o PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira, representante maior da direita, ficou “em cima do muro”, como sempre. A ideologia política é fundamental na democracia, desde que não chafurde no fanatismo, tão comum em nossa frágil democracia.

As pessoas, enfrentando a dureza do cotidiano do desastrado governo federal, e sofrendo as terríveis conseqüências da pandemia do Corona vírus, colocaram o debate ideológico na “geladeira”.

Na realidade, os Partidos brasileiros se transformaram em cartórios de registro de candidaturas. Salvo exceção, não demarcam posição ideológica, buscam em dezenas de legendas, o fisiologismo. Numa realidade em que o Presidente da República governa sem Partido, tendo renunciado pouco depois das eleições ao Partido pelo qual foi eleito, o fisiologismo domina, a barganha sobressai, longe de qualquer compromisso ideológico.

Na democracia brasileira os partidos políticos têm pouca importância, primam pelo interesse fisiológico, longe de compromissos ideológicos. O líder político, quando encontra dificuldade no partido, renuncia à legenda e funda outra na qual possa satisfazer suas ambições pessoais.

Nossa política é dominada pela fisiologia, antes de qualquer compromisso ideológico, prevalece a barganha fisiológica. Não é possível aperfeiçoar a democracia, enquanto permanecer esse amontoado de partidos sem qualquer compromisso com a posição política. E, agora, com o Fundo Partidário para o financiamento das campanhas eleitorais, está sepultado qualquer compromisso com a ideologia.

Nas campanhas eleitorais de 2020, mais que em qualquer outra, prevaleceu a barganha, o troca-troca. Os votos foram negociados no varejo, sem qualquer interesse coletivo. Prevaleceu a anti democracia, o bem comum não esteve em disputa. Cada um buscou seu interesse pessoal. Os partidos políticos foram simples cartórios de registro dos candidatos, não representaram a defesa de qualquer posição ideológica. “Cada um pra si e Deus pra todos”.

A ideologia política, afastada do fanatismo e comprometida com a ciência, é a base do desenvolvimento.

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Data: 05/01/2021

A PANDEMIA E A AUTOSSUFICIÊNCIA

A humanidade atravessa uma etapa de mudanças muito profundas e complicadas no caminho inevitável da evolução. Muita coisa amanhã será diferente do que se viveu ontem.

A pandemia da COVID-19, que inferniza o mundo inteiro, deu sua cara feia no início deste ano de 2020. Não se sabe o quanto durará e se vai ter fim. E, para piorar a vida nestes dias, há verdadeira contradição na governança mundial. O Homem de hoje é sério complicador na evolução da história.

Nem mesmo no tempo de Nero, que incendiou Roma, o quadro foi mais desalentador. Nos tempos passados, os criminosos eram, em infinito, quantidade menor diante do que acontece hoje, e não havia potências bélicas comparadas com as de nossos dias. Não havia muitos Trumps, nem ogivas nucleares.

Pablo Ortellado, filósofo e professor da USP, em magnífico artigo publicado na Folha, de 15.12.20, ressaltando as loucuras do Senhor Jair Bolsonaro, atual Presidente do Brasil, quando, entre tantas outras, no auge da terrível pandemia, afirmou que se tratava de “uma gripezinha”, e, em seguida, quando a doença atingia o momento mais crítico, afirmou que ela já estava “no finalzinho”, conclui: “impõe o impeachment e, mais que isso, a cadeia. ”

Hoje, 15.12.20, quando parte do mundo anuncia o início da vacinação, o NY Times notícia que o Brasil está “atolado no caos”.

Este Presidente, eleito em momento conturbado, quando recebeu uma facada no abdome desferida por um deficiente mental dias antes da eleição, é incapaz para governar este enorme País.

É só buscar os estudos de Lombroso, ou recordar Crime e Castigo de Dostoievski, para se verificar que Jair Bolsonaro carrega sinais de anormalidade: semblante e olhar carregados de ódio, características bem acentuadas de carrasco. Ele já manifestou, por vezes, ter simpatia pelo holocausto. Elogiou o massacre de Carandiru.

Isto tudo, para não falar da criminosa ação do Governo Bolsonaro, quando faz o verdadeiro desmonte da economia nacional, alienando grande parte de nosso patrimônio para o capital internacional, em condições predatórias. Aqui, também, o crime “come solto”.

Minimiza os milhares de mortes de brasileiros por falta de atendimento. Isto é CRIME, o maior dos CRIMES, E ninguém é responsável, quando a ciência já provou que a grande maioria das vítimas poderia ser salva, como estão sendo em outros países. Gente, não é brincadeira, são irmãos nossos morrendo por falta de atendimento. E a gente nada podendo fazer, enquanto as lágrimas rolam pelo rosto. É desesperador!....

Quosque tandem Catilina, abutere patientia nostra...*

É preciso afastar este Presidente criminoso. Há medidas legais para fazê-lo. O afastamento de Bolsonaro, independente de posição política, é compromisso moral em defesa do povo brasileiro.

Não leva a lugar nenhum o fanatismo ideológico, quando os radicais de direita dizem que somos de esquerda, e os radicais de esquerda nos colocam como de direita. Virtus in médium est.

*Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

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Data: 24/05/2020

Amigos, estou assinando um manifesto elaborado por um grupo de amigos profundamente indignados com o que está ocorrendo no Brasil neste momento.  Se você concordar com os termos e aceitar apor sua assinatura, vá até  http://chng.it/GSscLfnB.   Precisamos expressar nosso desconforto e indignação. Não dá mais para assistirmos passivamente a tão repetidos ataques à nação brasileira.


BASTA!

Os abaixo assinados, brasileiros inconformados com o que vem ocorrendo na governança de nosso País, em especial o desavergonhadamente exposto na Reunião Ministerial do dia 22 de abril comandada pelo Presidente da República, vêm manifestar seu mais contundente repúdio pelo desapreço e desrespeito da alta cúpula do Executivo em sua relação com os outros poderes constituídos e com a vida do povo brasileiro. No momento em que o Brasil enfrenta a gravíssima epidemia do COV2, que está dizimando milhares de vidas, Presidente e Ministros se reúnem e ignoram a dor e o sofrimento de famílias que perdem seus entes queridos e de brasileiros que veem seus negócios irremediavelmente destroçados.

O que se viu nessa Reunião Ministerial é incompatível com o mais comezinho princípio de educação e respeito em diálogos civilizados.  Palavras de baixo calão na boca do Presidente e de ministros constituem agressão descomunal à Nação civilizada, contribuindo para acelerar a crise que está mergulhando o Brasil em verdadeiro caos.

Não bastassem as grosserias expressas, a Reunião Ministerial escancara as intenções autoritárias do Presidente e a inacreditável intenção de armar a população para enfrentamento à ordem legal, numa flagrante conclamação à instabilidade institucional.

Entendemos, ainda, que nossa democracia, conquistada com tanta luta e sofrimento de muitos, não pode ficar à mercê de celerados e despreparados.

Basta! Chegamos ao limite!  Que os poderes constituídos respondam à altura a tão graves ataques à dignidade de nosso povo.                                                                                      

                                        Subscrevemos em 22 de maio de 2020

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Data: 24/04/2020

TEMPOS DE PANDEMIA

Verdadeiras tempestades no cenário. Vivemos um “saco de gatos”. Ninguém se entende. Na realidade, estamos diante de dois desencantos; o coronavírus e o Bolsonaro.

         Na verdade, Sérgio Moro não deveria nem ter entrado. Entende, equivocadamente, ser a interferência política na governança do Estado um mal em si. Falta de politização do ex- ministro da Justiça. Quantas e muitas vezes tivemos saudável interferência da política nas coisas do Estado de maneira salutar. Como esquecer de Rui Barbosa, Celso Amorim, JK, FHC, Waldir Pires, Itamar Franco e tantos outros?

         Agora, o Presidente Bolsonaro, no afã de salvar seus filhos e amigos das milícias, desautoriza seu ministro “predileto” até ontem. Nunca houve tanta bandalheira.

         Sérgio Moro foi indispensável até ontem para punir os adversários, alguns ilegalmente. Impassível, o ex-juiz condenou, sem prova, alguns adversários. Aí, a interferência política foi “boa”!...

         Por circunstâncias ricas em contradições, este Presidente foi eleito. Desde a utilização de uma facada desferida por um débil mental e, ainda, a utilização do “anti”, criado pela ação punitiva de Moro, com ou sem prova.  Desde sempre se soube que não se trata de pessoa com o equilíbrio psicológico, muito menos posição política respeitável. É fundamentalista e defensor de ações violentas de tortura e punição de adversários.

         Agora, com atraso, estão surgindo várias propostas de impeachment lideradas pelos maiores juristas e entidades brasileiras, entre outros, Celso Antonio Bandeira de Mello, Lenio Strech, OAB, ABI, Miguel Reale, FHC e tantos outros.

         Estamos diante de duas pandemias, coronavírus e Bolsonaro, não se sabe qual é a pior.       

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Data: 24/04/2020

COVID-19

Mesmo para os que não sofreram com essa pandemia ao lado de sua família, o momento é muito frustrante. As notícias sobre falta de equipamentos próprios e de medicamentos são desesperadoras. As vítimas não podem, nem ao menos, serem sepultadas, conforme tradição cristã e social. Além da violência da peste, muitos estão morrendo por falta de UTIs. É desesperadora a necessidade do profissional da saúde ser obrigado a escolher quem vai morrer, para salvar um dos dois enfermos. É de doer, e muito.

            Penso, s.m.j, que esta praga vai longe. A ciência, tão avançada em nossos dias, está levando “um baile” do CORONAVÍRUS. Há milhares de pesquisadores pelo mundo afora, debruçados dia e noite em pesquisas para a descoberta do que vai combater e vencer terrível doença. A luta da ciência contra o mal é sem trégua, mas tudo está muito difícil.

            As repercussões econômicas são devastadoras. Ninguém sabe, de verdade, o que fazer. Há muita gente passando fome. Os recursos financeiros estatais, na maioria dos Estados/países, são finitos, e já estão faltando. Para agravar a situação, a perspectiva é que esse mal vai durar.

            A vida humana será diferente depois dessa praga. É um verdadeiro holocausto. Na história universal, as desgraças acontecem. Como pode um vírus invisível, solto no ar, matar tanta gente, e destruir tantas famílias?

            Só o transcendental pode consolar.

        

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Data: 12/04/2020

    INSANIDADE

         Estamos atravessando um período de grandes tormentas na vida nacional. Prevalece à frente do Governo Nacional o tresloucado Jair Bolsonaro, praticando todo tipo de insensatez, isento de qualquer controle. Os poderes da República não têm sido capazes de conter as aleivosias do Presidente.

         Nossa realidade tem mostrado a fraqueza das instituições, quando se exige o extremo nas suas decisões. Fico a me perguntar: será que não há limites para o Presidente da República? Os poderes Legislativo e Judiciário têm exercido suas funções com equilíbrio e sensatez, mas não têm chegado ao extremo necessário em casos escandalosos do Presidente, chefe do Executivo.

         Parece-me que o Presidente da República não tem poder absoluto sobre todos e tudo. Ele vem defendendo, com grosseiros exemplos junto à população, a orientação do seu próprio governo. É inacreditável o que se vê todos os dias pelos meios de comunicação. Ele desacata seu governo e a ciência quando, além de criticar o isolamento, sai pelas ruas como um louco confrontando decisão do Ministério da Saúde de seu governo. “È madeira de dá em doido.”

         Em matéria extrema que cuida da vida das pessoas, parece-nos definitiva a decisão da ciência.  Ou o Presidente está acima da ciência, resultado de centenas de anos de pesquisas! A verdade é irrefutável, sem ISOLAMENTO o número de mortos será muito maior. No Brasil, esta quantidade a maior de mortos deve ser debitada ao Presidente. E ele responderá por isso?..

         A Folha de São Paulo de Sábado de aleluia, 11.04.20 dá espaço para belo artigo do pensador Oscar Vilhena Vieira, que traz várias considerações atinentes ao assunto.   

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