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Data: 07/07/2017
os REFUGIADOS E A SOLIDARIEDADE

OS REFUIGIADOS E A SOLIDARIEDADE

          Ao expressar nestes últimos dias a grandeza da solidariedade aos refugiados, fui surpreendido com várias manifestações de freqüentadores deste espaço do FACE. Não poderia imaginar que pessoas pudessem reagir contra a solidariedade aos refugiados de toda parte.

          Há número considerável de pessoas que entendem que só deveriam ser solidárias, e acolher refugiados, depois que conseguíssemos acabar com o desemprego e a pobreza no País. Desejavam mostrar sua generosidade sob condição: só depois de acabarmos com a miséria interna. Não conseguem perceber que não podem haver condições para generosidade. Depois, ela não é mais necessária. É preciso fazer as coisas juntas, ao mesmo tempo. Quem fala em fazer depois, não fará nunca.

          Não poderia, na minha santa ignorância, imaginar que pessoas deste magnífico País, resistissem ao acolhimento, seja em que condições for, aqueles que já não têm mais nada: comida, moradia, família, roupas, pátria.

          Fiquei tristemente surpreso com a falta de generosidade de muita gente.

          Para ajudar ao que já não tem mais nada, não pode haver condições, a não ser que este, também, mais nada tenha. Deve partir com meu semelhante miserável, mesmo que seja somente um pedacinho de pão, um restinho de agasalho, uma telha do meu teto.

          Os que não conhecem a generosidade, a solidariedade, não sabem o que é viver neste mundo tão desigual e injusto. Fiquei realmente surpreso com a manifestação egoísta e desumana de tanta gente. Se não conseguem ser solidários, que sejam ao menos e minimamente humanos. Morrer de fome é a pior coisa que pode existir na face da terra. Até os irracionais devem ser socorridos dessa desgraça. Fiquei assustado com as manifestações egoístas.   

         

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Data: 21/05/2017
A POLITICA ENCONTRA CAMINHO

A POLÍTICA ENCONTRA CAMINHO

            O renomado pensador francês, André Comte-Sponvlle, nos enriquece com considerações profundas sobre a moral e a política. É dele conclusões muito oportunas: “ Você deseja que israelenses e palestinos tenham uma pátria segura e reconhecida, que todos os habitantes de Kosovo possam viver em paz, que a globalização econômica não se produza em detrimento dos povos e dos indivíduos, que todos os idosos possam ter uma aposentadoria descente, todos os jovens uma educação digna desse nome? A moral aplaude, mas não lhe diz como aumentar nossas possibilidades de, juntos, alcançar esses objetivos. E quem pode acreditar que a economia e o livre jogo do mercado bastam para tanto? O mercado só vale para as mercadorias. Ora, o mundo não é uma .Ora, a justiça não é uma.Ora a liberdade não é uma. Que loucura seria confiar ao mercado o que não é para se comercializar!”

            Isso tudo é tarefa da política, e só a política pode encontrar solução, e por isso, afirma com ênfase o mestre: “Não conseguiremos reabilitar a política, como é urgente hoje em dia, cuspindo permanentemente em quem faz política. E, mais adiante, adverte o mestre: Entre  angelismo e a barbárie, há a política. Anjos poderia prescindir dela. Animais poderiam prescindir dela. Homens, não.”

            No fundo e ao cabo do que ensina o conceituado pensador, se bem pensado, estamos neste ciclo da história pátria, “cuspindo” em quem faz política. Uns genericamente, outros nos políticos adversários. Não há respeito nem mesmo aos mais nobres. A radicalização mistura o “joio com o trigo”. E, já vão dizer que não há trigo. Ledo engano, imposto pelo radicalismo. Se não houvesse trigo estávamos todos no inferno.

            Enquanto demonizamos os políticos, há certa complacência com os criminosos confessos e condenados delatores premiados. Parece que são os donos da verdade. Se os corruptos passivos, -políticos – são condenados, como ceder o benefício de “premiados” aos corruptos ativos,-empresários ? É, no mínimo, uma incoerência.

            Outro ponto importante é a posição do Ministério Público. Este é parcial por natureza. O dever da Imparcialidade deve ficar para o juiz. MP é parte em qualquer processo, em confronto com o inafastável e fundamental direito de defesa.

            Disso tudo, ressalte-se a necessidade de maior compreensão do que representa a política na vida dos povos, na busca da moral, que celebra mais não busca. Isto é tarefa da política. É através da política que temos que busca saídas democráticas para as grandes crises. Na política não pode haver “beco sem saída”. Ela encontra a melhor saída para todas as crises, se se dispõe a procurar sem preconceito. Há sempre um caminho.      

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Data: 11/05/2017
CAPITAIS LIVRES

CAPITAIS LIVRES

O desenvolvimento da internet na última metade de século XX, dominou o tempo e o espaço, fazendo com que tudo, em qualquer parte da terra, seja conhecido em tempo real. Isto viabilizou a globalização, dificultando, ou mesmo inviabilizando, a soberania do Estado nação. A grande e incontrolável movimentação de capitais por todas as partes do mundo reduz, ou mesmo aniquila, a soberania do Estado Nação. Impossibilita o controle da economia e entrega o destino de todos aos donos do capital. Os limites da regulação interna na vida econômica são muito estreitos. É difícil controlar o livre mercado que impõe suas regras ao mundo inteiro. O ser humano vale pouco ou quase nada. O importante é o capital, o dinheiro. A  vida embrutece, os muito poderosos mandam e a grande maioria obedece, sem condições de reagir. Mas, é preciso constatar que nem todos os Estados Nações se submetem da  mesma forma. Há os que resistem e conseguem impor seus interesses mais significativos. Alemanha, Japão, China, Coréia e outros pequenos partidos da Ásia, servem de exemplo.

            No livre mercado a negociação entre patrões e empregados é igual a liberdade que existe entre o lobo e o cordeiro, ou o da raposa no galinheiro.

            As grandes fortunas, os grandes grupos econômicos, as empresas “gigantes”, em número proporcionalmente muito menor, em todo mundo, são produtos e sustentação do livre mercado. No Brasil, os bancos, a Vale do Rio Doce, a Rede Globo, a Petrobrás, a JBS, e pouco mais de meia dúzia, garantem a liberdade absoluta nas suas transações econômicas.

            A JBS, “gigante” da carne, comprou e fechou, no Mato Grosso de Sul, vários pequenos frigoríficos, para eliminar a concorrência. É, assim, que agem. 

            O pensador John Gray, no admirável livro FALSO AMANHECER          , mostra “os equívocos do capitalismo global”, sem que se possa acusá-lo de ser esquerdista. Este admirável autor deixa irrespondível o fato do forte e grande Estados Unidos pregarem o estado mínimo para os outros. Prova, por “a” mais “b”, as enormes diferenças do modelo americano e o adotado por países bem sucedidos como,  por exemplo, a Alemanha, onde a regulação estatal de sua economia, é muito rígida. E, escreve com todas as letras: “Para os mais bem-sucedidos países recém-industrializados – Cingapura, Malásia, Taiwan, Japão e agora China – a adoção do livre mercado corresponderia a reproduzir o desenvolvimento a que os Estados Unidos chegaram nos primórdios da modernidade. Para esses países asiáticos, adotar o livre mercado seria uma retirada do mundo moderno. De fato, nenhum deles procurou imitar o livre mercado americano e nenhum jamais o fará.”

            E não pára por ai, noutro trecho esclarecedor afirma: “Os mercados livres são hoje os mais patentes diluentes da tradição. Estabelecem uma gratificação para a novidade e um desconto para o passado. Fazem do futuro uma infinita repetição do presente. A sociedade que eles engendram é contraditória e proletária.”  Isto tudo escrito no limiar desde milênio. E, ainda, enfatiza: “Os mercados globais de capital....inviabilizam a democracia social, aquela que assegure a combinação do seguro-desemprego, um abrangente sistema de assistência social e políticas tributárias equitativas.”

            Na segunda metade do século passado, mais propriamente no último quarto, muitos países influenciados pelos Estados Unidos, experimentaram o livre mercado, todos com conseqüências desastrosas. Por imposição do Governo FHC, em 2000, o Brasil criou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Na época, eu exercia o cargo de Prefeito. Tive a coragem de denunciar essa lei que veio engessar a administração pública. Era a cópia de lei da Nova Zelândia. John Gray, em FALSO AMANHECER, escreve com todas as letras: “Na Nova Zelândia, assim como no Reino Unido, o súbito crescimento da underclass é um exemplo nítido da fabricação de pobreza pelo Estado neoliberal.”

            O livre mercado no estado neoliberal faz encontrar-se nos avanços sociais a causa do desequilíbrio econômico, e propõe cortar conquistas de várias gerações. Não admite onerar os poderosos. Não controla os bancos, não combate os juros.

            Parece que Gray escreve para nossos dias: “Uma linha demarcatória foi desenhada na era liberal de governo americano quando, em agosto de 1996, o presidente Clinton assinou a Lei de Reforma da Seguridade Social. Ao tirar do governo federal a maior parte de suas responsabilidades pela provisão de recursos previdenciários, Cinton reverteu  a forma mais crucial de Rooseveld.”

            Nos Estados Unidos, como em outros países que seguiram a receita neoliberal, a desagregação familiar e o aumento de criminalidade com maior número de encarceramento, se tornaram realidade nos anos subseqüentes.

            O “amanhecer” do livre mercado é “falso”.

             

                       

           

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Data: 11/04/2017
O PODER AO POVO

atual governo, com a Presidência da República nascida de um impeachment da Presidente, altamente questionado, e de um Congresso com seus principais líderes processados por corrupção e outros crimes correlatos, passando por um período de enorme impopularidade, não tem condições de promover as reformas necessárias e amplamente demandadas pela sociedade.

         Os projetos de reformas em tramitação no Congresso são remendos mal feitos que ferem direitos adquiridos, e não produzirão os efeitos necessários e reivindicados pela população, por falta de legitimidade e das condições básicas para se produzir as grandes mudanças fundamentais ao reencontro da normalidade política e institucional.

         Daí, ocorreu-me a idéia da realização de um plebiscito sobre as questões colocadas para as reformas, a se realizar conjuntamente com as eleições gerais de 2018. Seria devolver o poder ao povo, colocando para decisão popular as várias reformas demandadas. Número de partidos políticos, voto distrital, ou misto, sistema de governo, financiamento de campanhas eleitorais, reforma tributária, distribuição dos recursos entre os entes federativos etc etc.

         O atual governo legitimidade para proceder às mudanças, e pensar, nesta altura, em substituir o Presidente da República, é promover mais instabilidade. Parece-me aconselhável preparar o caminho para 2018. Neste período pequeno de pouco mais de ano não seria aconselhável criar outros traumas de substituição do Presidente, mesmo porque as hipóteses de mudanças são todas traumáticas. Temos que amargar com o fim deste ciclo histórico, até as eleições (com plebiscito ?) do próximo ano. Durante este tempo, dando inteiro apoio ao Judiciário para que continue processando e condenando os corruptos de todas as origens. Não devemos ficar, durante este curto período, somente questionando a legitimidade do atual governo, sem apresentar soluções factíveis.

         Em virtude disso, transformar-se-ia a campanha eleitoral nas eleições de 2018, em debate sobre questões temáticas e não pessoais. Os candidatos teriam que se definir em torno dos temas colocados no plebiscito. É uma forma, talvez a única, de devolver O PODER AO POVO, que tanto clama por maior participação.

         Claro que, optando por este caminho, seria necessária a formação de uma grupo de técnicos especialistas para elaborar as questões que seriam colocadas em plebiscito sobre temas em debate.  

        

        

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Data: 24/02/2017
REFORMA E REFORMAS

REFORMA E REFORMAS

         A chamada democracia representativa, decantada e difundida para a governança do estado liberal, festejada entre nós do mundo ocidental, prioritariamente no pós guerra, já não se presta para organização do governo em nossos dias.

         Já há algum tempo, fala-se muito de reformas. A primeira reforma urgente é a política. Antes de qualquer outra, o nosso parlamento atual precisa ser reformado.

         Na realidade, não há representatividade. O sistema é cheio de defeitos, e, no dia seguinte às eleições, o eleitor já não sabe o nome de quem votou, e não se acha representado. O político, principalmente, membro do legislativo, só representa a si próprio.

         O sistema presidencialista de governo estabelece uma “ditadura a curto prazo e uma democracia à prestação”, conforme ensina Pontes de Miranda. O parlamentarismo com eleições com voto distrital produziria mais responsabilidade dos representantes. O eleitor – representado – conheceria melhor seu representante e poderia, a qualquer hora, cobrar a representatividade.

         Já vencidos 100 anos, no alvorecer da república, o “águia” Ruy Barbosa, sentenciava: “o sistema presidencial fez da tribuna parlamentar um simulacro de locutório, insulado e vazio, sem autoridade e sem força. E, concluía de maneira contundente: no parlamentarismo, o parlamento é uma escola, no presidencialismo, uma praça de negócios” Parece até que o mestre lecionava para nossos dias.

         O modelo de partidos políticos que vigora entre nós, impede a organização política. As dúzias de partidos existentes, sem qualquer compromisso ideológico, impedem o funcionamento da representatividade.

         Para nosso consolo, a democracia representativa está falida no mundo inteiro. Há que se buscar outro modelo de governança. Na verdade, não há representatividade. No mundo de hoje, com todos os mais variados meios de comunicação, torna-se imperioso a busca de governos com maior participação. Só pode haver democracia ampla e aprofundada se há meios participativos. Ninguém aceita mais ser inteiramente representado. A rede de informações trazida pela internet, quando tudo que acontece está disponível “online”, em tempo real, não aceita a lentidão da representatividade. No enorme dinamismo e mobilidade do processo social vigente, não permitem que as aspirações do dia das eleições tradicionais, de quatro em quatro anos, sejam as mesmas alguns dias mais tarde. A representatividade envelhece em pouco tempo. Todos se sentem participativos, e na falta de meios organizados de participação, estamos assistindo um movimento desorganizado e nada eficaz. As manifestações populares, meios desorganizados  de participação, nas ruas de nossas cidades, sem pauta definitiva, têm, quase sempre, sido local de vandalismo por infiltrados que nada reivindicam.

         É preciso organizar meios civilizados de participação. Nossos conselhos comunitários, numa administração municipal, talvez possam ser uma experiência positiva.

         Parece necessário a adoção do voto distrital que faria o representado conhecer melhor o representante, eleitor ao eleito, podendo cobrar as atitudes e posições assumidas. Para que isso ocorra é fundamental um sistema que permita, no máximo, seis partidos políticos. Isto nos leva a concluir que, a primeira e fundamental reforma é a política. É preciso reformar, em primeiro lugar, os reformadores. Não há como fazer reformas sem que antes se faça a reforma política. No modelo vigente, com a atual estrutura do poder, e os atuais partidos e membros do Congresso Nacional não se fará reforma política necessária. É básico que é preciso primeiro fazer a reforma dos que vão reformar. Para se reformar a si próprio, seria necessário “ter a alma de um Catão”, no dizer do filósofo.  

         As reformas de que se fala hoje, a trabalhista e a da previdência, que estão em tramitação no Congresso Nacional, nada mais fazem do que reduzir direitos dos trabalhadores. Só se pensa em cortar direitos estabelecidos há muitos anos, não se cogita da busca de novas fontes de custeio. Por que não criar uma CPMF para a previdência, tributando os donos de grandes fortunas, os muito ricos ?... Estes que agora estão concordando com a repatriação de grandes valores remetidos ao exterior há tantos anos. A retirada de direitos dos trabalhadores, e da classe média, é, na verdade, tributar mais uma vez os que já pagam muito caro.     

 

 

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Data: 13/02/2017
O DONO DO MUNDO

O DONO DO MUNDO

         Ao afirmar e reafirmar que o dinheiro é o dono do mundo, não estou, obviamente, me referindo às virtudes, à moral e a ética, às quais não há dinheiro que paga. Não falo nem mesmo de política no seu valor intrínseco de promoção do bem comum.

         Esta afirmação prende-se ao que movimenta o mundo material, preso aquilo que se impõe à vida de tudo e de todos. Fala-se de uma coisa chamada ECONOMIA. Esta não tem qualquer compromisso com valores morais. É uma ciência de números matemáticos. Ela faz do dinheiro o dono do mundo. O poder está nas mãos dos poderosos, ou de quem trabalha para eles. O liberalismo é o sistema que estimula o controle monetário através do “grande cassino” mundial. Com o passar do tempo e o avanço do liberalismo econômico - neoliberalismo – os juros se transformaram em atividade mais rentável que o lucro. Este perdeu importância no mercado internacional. Ganhar dinheiro com o próprio dinheiro – juros – tornou-se a atividade dos grandes investidores. A “banca” é mais vantajosa que a fábrica.

         Admirável a lição do magnífico filósofo da virada do século XX, Bertland Russell, no artigo O MODERNO MIDAS, em O ELOGIO AO ÓCIO. Escreve o mestre: O financista..., detentor do poder econômico, ele pode distribuir, ao seu bel-prazer, prosperidade e ruína para nações inteiras. Falando das finanças, sentencia “Quase ninguém as conhece em detalhes, exceto as pessoas que se dedicam a ganhar dinheiro com o atual sistema, pessoas cujos pontos de vista, evidentemente, não podem nunca

         Estivesse o dinheiro – dono do mundo – bem distribuído nas mãos de todos, reinaria o bem. Acontece que a riqueza é muito mal distribuída. A imensa maior parte está nas mãos de poucos, os poderosos que escraviza a  grande parte da população mundial. O dono do mundo está nas mãos de poucos, os poderosos.

         O que leva a esta enorme desigualdade é o livre mercado. Este sistema beneficia os poderosos, minoria,  que se beneficia da liberdade de explorar os mais fracos, maioria. Aqueles manobram o dono do mundo a seu bel prazer. Esta é a realidade.  

 

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Data: 25/01/2017
O MAL QUE NÃO ACABA

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

VV

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

V

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é restoC

 

 

                     

 

         

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

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Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é resto.

 

 

 

 

                     

 

         

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Oportuno e competente o estudo do Professor Fernando Filgueiras no livro cujo título já é instigante: CORRUPÇÃO, DEMOCRACIA E LEGITIMIDADE. O autor vai bem longe na análise de tão importante e atual tema, e apresenta nuances da história que buscam o fundo do assunto.

O autor trabalha com pensadores de várias épocas desde período anterior a era Cristã. Busca em tempos 500 anos a.C e percorre os mais renomados estudiosos do assunto desde Cícero na república romana, até nossos dias. Usa Weber, Habermas, Montesquieu, Maquiavel, Locke, Hobbes, Kant, Rousseau para citar apenas alguns.

A república romana, depois de 500 anos, cede ao império em virtude basicamente da corrupção. É famoso o discurso de Cícero acusando Catilina no Senado romano. “Quosque tandem abutere Catilina paciencia nostra.”

Percorrendo a história universal, encontraremos em cada esquina, com ciclos dominados pela corrupção e outros com relevância das virtudes, visto que realidade na vida dos povos é o confronto das virtudes versus corrupção.

É cirúrgico o trecho do professor Fernando Filgueiras: “ Salústio apontou que a corrupção se tornou algo corriqueiro na política republicana romana, sendo o dinheiro e o poder os elementos centrais para a construção do mau governo. Como conjunto de práticas corriqueiras, a corrupção, para o historiador romano, referia-se à gradativa decadência das virtudes que marcou o final da vida republicana, especialmente no último quarto de século, antes da conversão ao império.”

Este é apenas um registro em épocas bem remotas, de uma série infindável de momentos históricos com prevalência da  corrupção, marcantes durantes todos os tempos, até nossos dias.

Em busca arbitrária, encontraremos em Montesquieu, ao observar: “ no mundo moderno a supremacia do interesse, porque não é possível mais a manutenção das virtudes num mundo que busca, incessantemente, a acumulação do capital.”

Dos inúmeros exemplos que marcam a história universal, citamos, de passagem, a revolução francesa, e já nossa contemporânea, na primeira metade do século passado, o fim da república de Weimar com a implantação do terror do nazismo. Em todos esses momentos esteve presente a rotina da corrupção.

Aqui, chegamos a um ponto central destas considerações. A corrupção nasce do poder e o poder é expressão do dinheiro. Na democracia representativa, teoricamente, o poder vem do povo. Acontece que, os representantes do povo são escolhidos em eleições que são manipuladas pelo poder econômico, pelo dinheiro. No confronto das virtudes com a corrupção, esta última alcança grande maioria, maior ou menor, sempre majoritária, em ciclos diferentes.

          A corrupção é um crime da economia que compromete a política, “uma vez que a economia colonizou o discurso político. A ética de convicção não serve à vida institucional da democracia, porque serve à ação de demagogos e carismáticos, que se confundem com os heróis e santos, pautados pela plena virtude do agir conforme a convicção moral.” Na verdade, a economia articula a corrupção e a política leva a culpa.

          A polícia, o Ministério Público, o Judiciário, bem acobertados pela mídia e, também, sempre freqüentados pela corrupção, têm o dever de localizar e punir os autores deste crime que é rotineiro há milhares de anos. Não pode merecer o  estardalhaço reiterado. Não precisa e não é conveniente tanto “carnaval” em torno. É desaconselhável passar a idéia de que se está acabando de uma vez por todas com o que é inerente ao ser humano. O bom combate pede discrição.

          O dinheiro é o dono do mundo, o resto é restoC

 

 

                     

 

         

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Data: 23/11/2016
E PRECISO MUITO CUIDADO
É PRECISO MUITO CUIDADO Neste ciclo amplamente dominado por denúncias de todos os lados, em meio a todas elas, e do rigor na apuração da verdade, é preciso se ter cuidado para não se misturar “joio no trigo”. É necessário saber separar o legal do ilegal, o legítimo do criminoso. Até as eleições de 2014, é fundamental distinguir, havia três formas de apoio financeiro de pessoas físicas e empresas aos candidatos aos mais variados cargos. Só estava vedada a doação de empresas do serviço público. Todos sabiam que a ajuda contabilizada era legal. Além dessa, havia a ajuda através do chamado “caixa dois”, por “debaixo do pano”. Esta forma era ilegal; mas muito generalizada. Praticava-se “a tordo e a direito”, com a complacência das autoridades, polícia, Ministério Público, Justiça eleitoral. A terceira forma era a ilegal, criminosa, a propina. Corrupção da grossa. Caso “lava jato” e tantos outros. Sempre houve; mas, ultimamente, generalizou-se. Portanto, havia duas formas ilegais de “apoio” financeiro aos políticos, ambos criminosos, o “caixa dois” e a propina, por onde se desenvolvia a corrupção. Aqui, é onde mora o perigo, não se pode confundir ajuda, até então legal, com os dois meios ilegais, sob pena de se praticar grandes injustiças. Pelas regras legais até 2014, o político que não tivesse apoio de pessoas e empresas, não tinha como disputar eleições. Só os ricos conseguiriam se eleger. Meu caso pessoal é um bom exemplo. Tive que abandonar a vida pública por não ter condição de fazer campanha eleitoral. E, quando tentei, sem recurso financeiro, perdi a competitividade. Não tive a menor chance.

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