IGUALDADE, AINDA QUE TARDIA!
    LIBERDADE e IGUALDADE são primados essenciais do regime democrático e constituem acalentado sonho do povo brasileiro.
    A LIBERDADE foi conquistada, sabe Deus como, sob a liderança destemida do MDB, que foi o grande estuário de lutas do nosso povo. Na fase de chumbo grosso, na hora de correr risco até de vida, estava na linha de frente nosso MDB. Anistia, liberdade de organização sindical, estudantil, partidária, de imprensa, até chegarmos à Constituição cidadã de 1988. Esta luta múltipla, incansável, arriscada foi comandada pelo nosso PMDB.
    Na conquista da LIBERDADE o PMDB foi o grande artífice. Saldou aí seu compromisso com o povo brasileiro, mesmo porque primeiro tinha que ser a LIBERDADE para, dentro dela, buscar a IGUALDADE.
    Quanto a esta última, não foi, ainda, oferecida a oportunidade ao PMDB para a luta em seu alcance. Fomos ao famigerado colégio eleitoral no Congresso, com Tancredo Neves, tendo como compromisso, acabar com essa forma espúria de eleição do Presidente. Conseguimos a vitória no primeiro instante: Tancredo eleito. Muitas esperanças no povo brasileiro. Íamos começar, dentro da LIBERDADE conquistada, a grande batalha pela melhor distribuição da renda neste País, pela maior igualdade social. Este era o compromisso do PMDB e de Tancredo.
    Acontece que o destino, mais uma vez, traiu o Brasil. Tancredo morreu prematuramente antes da posse. O Vice Presidente, José Sarney, sem qualquer desdouro à sua pessoa, não era historicamente um dos nossos. Não tinha, àquela altura, os mesmos compromissos de Tancredo.
    Muito bem, o Brasil, a partir daí, com Collor, sem partido; FHC, com tucanos e PFL; e,agora, com Lula e PT, fez crescer a desigualdade social de maneira alarmante e preocupante. Lula é muito diferente dos anteriores, infinitamente melhor, mas, neste particular, na inadiável busca de maior igualdade social, só tomou medidas paliativas, com nenhum resultado prático, no que diz respeito à melhor distribuição de renda. Pelo contrário, os períodos de FHC e Lula são campeões na concentração da riqueza. Nunca se viu poucos ricos mais ricos, e muitos pobres mais pobres. Todos os dados, todas as estatísticas dizem isso. Agora mesmo, nesta semana, publicação do jornal VALOR econômico nos dá notícia sintonizada com todas as outras informações, que representa um escárnio contra a miséria no País: “brasileiros têm 94,731 bilhões de dólares no exterior. Acreditem !.. Pode parecer pesadelo, mas não é. São 95 bilhões, de Dólares. Prestem atenção, 95 bi de dólares. Isto, só no exterior. Amigos, isto é tanto dinheiro que não se tem idéia do que se pode fazer com ele. Só para uma mínima comparação, todo investimento estrangeiro neste ano no Brasil, vai alcançar em torno de 16 bilhões de dólares. Enquanto isso, a pobreza amplia para camadas, cada vez, maiores da população.
    No Brasil não falta riqueza, o que falta é melhor distribuição. Os poderosos, muito poderosos economicamente, em pequeno número, acumulam grande riqueza, em detrimento de uma parcela significativa da nossa gente.
    A melhor distribuição da renda e da riqueza tem que ser o primeiro compromisso de um governo democrático. Dos partidos que podem consequentemente chegar ao Poder central, só o PMDB tem condições de fazê-lo. Forças políticas que pareciam antagônicas, se sucederam no poder, a ao contrário do que se imaginava, seguiram os mesmos paradigmas neste particular. A extrema concentração da renda avança em desabrida corrida.
    Nem neoliberais, nem PT. O PMDB merece uma oportunidade de governar este país. Foi o grande artífice na construção da LIBERDADE, agora vai saldar seu compromisso com a IGUALDADE. Esta só é possível estando no Poder.
    No que diz respeito à nossa Minas Gerais, precisamos lutar para que o engodo da mídia totalizante não prevaleça. Não é possível continuar com essa situação de um governo absolutamente inepto, que nada faz, e se sustenta através de uma mídia que domina todos os setores. O Estado está parado, não há estradas, não há qualquer investimento público, a saúde está uma calamidade. Vamos promover um concurso: aquele que mostrar uma obra do governo de Minas, vai ganhar um prêmio. Obra de governo, é bom dizer, não alguma insignificância que não possa ser chamada de obra.
    O governo neoliberal em Minas inventou um tal de choque de gestão, que quer dizer nada, e só serve como “mote” para o maior marketing de nossa história. Transformou-se o governo mineiro na maior máquina de propaganda de que já se teve notícia. Mas, tudo não passa de um castelo de areia.
Desmanchar-se-á ao sopro do primeiro vento. Não tem qualquer consistência.
    Quando o tempo nos meios de comunicação for equânime, no período das campanhas eleitorais, não serão necessários muitos programas, para se por abaixo todo o engodo da extensa propaganda do atual governo.
    É só o PMDB se articular, ganhar credibilidade com atitudes sérias e coerentes, e ter compromisso com a verdade, evitando promessas vãs e descabidas. O Partido tem quadros para isso. É só saber utilizá-los.