Adolescência: primeiro contato com a cidade

     Tão logo a família se estabeleceu em Juiz de Fora, a primeira preocupação de sua mãe Anna foi providenciar escola para os filhos mais velhos. Tarcísio e Esther foram inscritos no “exame de admissão”, prova eliminatória que garantia aos aprovados o ingresso no curso ginasial. Vitoriosos, iniciaram os estudos e se formaram no Colégio Bicalho, tradicional educandário do bairro de São Mateus.
    Tarcísio compatibilizava estudos com trabalho, ajudando seu pai na lenharia de propriedade da família, instalada na Avenida Sete de Setembro, próxima a sua residência.
    Aos 17 anos, conseguiu seu primeiro emprego: contratado por uma padaria da vizinhança, levantava às 4 horas da manhã para entregar pães nas casas das famílias da redondeza.
    Aos 18 anos, entrou para a fábrica de bebidas Senra, que produzia vinhos e licores. Oportunidades melhores começaram a surgir: chegando aos 19 anos teve, pela primeira vez, sua carteira de trabalho assinada pela Construtora Procópio Ladeira, onde exerceu a função de “apontador de obras”, tendo trabalhado na construção dos prédios do Banco do Brasil e no do Banco Bradesco, ambos na av. Getúlio Vargas.
    Nesta época, Tarcísio estava iniciando o curso de Contabilidade no Colégio São Luiz. E se transferiu para um emprego melhor: comerciário na loja do Curtume Carioca, tradicional estabelecimento da Rua São João. Seus momentos de lazer eram usufruídos jogando futebol nos campos de várzea. Seu talento para o esporte o levou a jogar profissionalmente no FC Tupinambás. O grande sonho da adolescência? Ser jogador de futebol, é claro! Mas, a mãe não permitia que parasse de estudar.